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Notícias/NEWS09/10/2026· KF News

Promotoria pede até 12 anos de prisão para a equipe médica que cuidou de Maradona antes da morte

Foto: Divulgação/Jovem Pan

A Promotoria da Argentina pediu, nesta quinta-feira, penas que vão de quatro a 12 anos de prisão para a maioria da equipe médica que assistiu Diego Maradona durante a internação domiciliar antes de ele morrer, em 25 de novembro de 2020, em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires. Maradona tinha 60 anos e morreu de edema pulmonar e parada cardiorrespiratória enquanto se recuperava de uma cirurgia para tratar um hematoma subdural na cabeça.

O promotor Patricio Ferrari pediu 12 anos de prisão para o médico pessoal Leopoldo Luque, 10 anos para a coordenadora da empresa de assistência médica Nancy Forlini, e oito anos para a psiquiatra Agustina Cosachov. Os três também podem ser proibidos de exercer a profissão por 10 anos. Eles foram acusados de homicídio com dolo eventual — a promotoria entende que sabiam do risco e agiram com indiferença. "Tendo previsto o risco e o aceitado, produziram o resultado com indiferença", disse Ferrari.

Outros três integrantes da equipe — um psicólogo, um enfermeiro e o coordenador da enfermagem — foram acusados de homicídio culposo. Para eles, Ferrari pediu cinco anos para o psicólogo e quatro para os outros dois, por "ações negligentes e imprudentes". Um sétimo acusado, o médico Pedro Di Spagna, foi absolvido pela promotoria. O promotor Cosme Iribarren afirmou que "a morte era evitável e o atendimento médico foi inadequado". As filhas de Maradona, Dalma, Gianinna e Jana, estavam presentes e não contiveram o choro ao ver fotos do pai já falecido. O julgamento, com quase 45 audiências e mais de 100 depoimentos, está na reta final em San Isidro, ao norte de Buenos Aires.

Fonte: Jovem Pan